Há objetos suspensos sobre nós que permanecem invisíveis na pressa quotidiana.
Lanternas urbanas (candeeiros antigos), presas entre fachadas e fios, atravessam o azul do céu como pequenas vigílias silenciosas.
Lanternas antigas atravessam o céu da Covilhã enquanto caminhamos de cabeça baixa, absorvidos pelo telemóvel.
Esta série nasce de um gesto simples: levantar o olhar.
“Azuis transitórios” é um convite a soltar os ecrãs dos dispositivos móveis por instantes e reencontrar o alto, o entorno, a paisagem quotidiana.
Ao deslocar a atenção do que está abaixo para o céu, a cidade revela outra camada de existência: silenciosa, aérea, resistente, cultural e etérea.
O azul torna-se território de passagem.
As lanternas, vigílias suspensas do tempo.
