AFECTA — III Encontro Internacional de Criação Partilhada

AFECTA — III Encontro Internacional de Criação Partilhada
AFECTA é um convite ao contágio cine-investigativo como prática artística de resistência.
Partindo da arte como campo de tensão política e simbólica, o encontro propõe um deslocamento crítico da lógica da representação. Mais do que “dar voz”, interessa interrogar as condições da escuta, os regimes de atenção e os dispositivos que determinam o que pode ser percebido, reconhecido ou partilhado.
A investigação-criação conjunta é entendida como uma prática de autocrítica atravessada por relações, assimetrias e negociações, capaz de produzir fissuras nos modos hegemónicos de ver, ouvir e conhecer. O encontro reúne experiências que tratam as práticas de autoria plural não como ilustração de discursos prévios, mas como um modo de resistência, em que escutar implica exposição, responsabilidade e transformação mútua num mundo em colapso.
A programação inclui sessões de cinema, uma oficina, uma roda de conversa e duas keynotes.

 

Datas: 26 e 27 de março de 2026
Local: Universidade da Beira Interior, Faculdade de Artes e Letras, Anfiteatro da Parada.
Entrada: gratuita e aberta ao público.
Não é necessária inscrição prévia, exceto para o workshop “FOTORESISTÊNCIA: O que é um coletivo de fotografia?”

 

Inscrição para o workshop:
https://forms.gle/stYbtufx66jF7Zzt7

 

Sobre o AfectaLab
O AfectaLab — Laboratório de Investigação e Criação Partilhada em Cinema e Multimédia, fundado em junho de 2023, reúne um coletivo com cerca de 15 integrantes cujas áreas incluem cinema, media artes, design, filosofia, educação e ciências sociais, provenientes de diferentes universidades de Portugal e do exterior.
O laboratório dedica-se ao acompanhamento de projetos a partir da prática de criação partilhada, promovendo trocas de saberes entre pessoas do cinema e de outras áreas do conhecimento, de modo interdisciplinar e não hierárquico. O campo comum de trabalho são práticas em cinema e multimédia.

 

Organização: AfectaLab
Apoio: iArtes*/UBI, Doutoramento em Media Artes/UBI
Colaboração: CIEBA / Universidade de Lisboa
Contacto: afectalab@gmail.com

 

O AfectaLab, fundado em junho de 2023, conta com um coletivo diverso com cerca de 15 pessoas, cujas áreas de atuação incluem cinema, media artes, design, filosofia, educação, e ciências sociais de diferentes universidades de Portugal e do exterior. É um espaço para acompanhamentos de projetos a partir da prática de criação partilhada, que visa uma troca de saberes entre pessoas do cinema e de outras áreas do conhecimento de modo interdisciplinar e não hierárquico. O material comum são trabalhos em Cinema e Multimédia. 

Para mais informações: afectalab@gmail.com Informações sobre os eventos anteriores em: 

https://iartes.ubi.pt/atividade/afecta-i-encontro-internacional-de-criacao-partilhada https://iartes.ubi.pt/atividade/afecta-ii-encontro 


CONVIDADOS

 

 

Ana Sofia Pereira 

Ana Sofia Pereira é argumentista, realizadora e professora universitária nas áreas do cinema, audiovisual e escrita para media. Doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, com uma estadia de investigação na University of Reading, desenvolve trabalho académico e criativo centrado nos feminismos, estudos de género, cinema, comunicação e representação. É docente do ensino superior, subdiretora da Licenciatura em Comunicação Aplicada na Universidade Lusófona e investigadora integrada no CICANT – Centro de Investigação em Ciências da Comunicação, Cultura e Tecnologias Digitais. Foi bolseira de pós-doutoramento no projeto FEMglocal, no âmbito do qual co-realizou o documentário Feminismos: A liberdade de ser (Portugal, 77’, 2025). Tem desenvolvido projetos audiovisuais premiados nacional e internacionalmente, enquanto argumentista e realizadora de longas-metragens, curtas e séries televisivas. Em paralelo, participa regularmente em encontros científicos nacionais e internacionais e é autora de várias publicações académicas editadas em Portugal e no estrangeiro. 

 

Catarina Laranjeiro 

Catarina Laranjeiro (Guimarães, 1983) é investigadora no Instituto de História Contemporânea da NOVA FCSH, onde coordena o projeto FILMASPORA – Filmes Populares na Diáspora: para uma nova cine-geografia da área metropolitana de Lisboa e desenvolve o projeto African Modes of Self-Filming, sobre cinema vernacular na Guiné-Bissau, em Cabo Verde e nas suas diásporas. Como realizadora, realizou o filme Pabia di Aos (2013) e co-realizou os filmes Enxertia (2020) e Fogo no Lodo (2023). A sua investigação e prática artística cruzam antropologia, cinema e artes visuais, com enfoque em cinema popular, memória política e descolonização do olhar. 

 

 

Daniel Barroca 

Daniel Barroca (1976) trabalha nos intervalos entre as artes plástica, o cinema e a antropologia. Frequentou a ESAD.CR, Caldas da Rainha, o Ar.Co, Lisboa, a Künstlerhaus Bethanien, Berlim, a Rijksakademie van Beeldende Kunsten, Amesterdão, o Ashkal Alwan, Beirute, o Drawing Center, Nova Iorque. O seu trabalho foi apresentado em museus, galerias e cinemas, em várias partes do mundo. Está a terminar uma tese de doutoramento em Antropologia, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, sobre guerra e imagem com foco na guerra de descolonização na Guiné entre 1963 e 1974. 



 

Inês Costa (Viseu, 1998) 

Designer de formação, pesquisadora-curiosa e artista multidisciplinar, sediada no Porto. É formada em Design de Comunicação (2020) e mestre em Design da Imagem (2023), pela FBAUP. A sua pesquisa centra-se no papel das imagens na construção de narrativas, da memória social e cultural e, por consequente, de realidades. Trabalha a partir do cruzamento do design, do cinema e do som, da colagem e do sarcasmo, numa tentativa de provocar discussão e friccionar. 

Desde 2021, tem mostrado o meu trabalho em festivais de cinema nacionais como Entre-Olhares, Curtas Vila do Conde, Cinanima, Vista Curta, Porto/Post/Doc e IndieLisboa, tendo sido destacada com várias premiações. Tem participado em exposições coletivas e individuais, workshops, rodas de conversa e palestras, tanto em contextos culturais como académicos. Atualmente, é diretora criativa na APCA Madeira e artista freelance. O seu trabalho mais recente integra a exposição coletiva Terror sem Nome (Rampa, 2026). Faz parte dos selecionados para integrar o curso “Desaprender – Práticas de Mediação Cultural”, promovido pela PELE (Porto, 2026). 

 

 

 

Leonardo Araújo 

Leonardo Araujo (Leo Papel) é realizador, montador e produtor. Radialista formado em Rádio e Televisão pela Belas Artes de São Paulo, atualmente é mestrando em Processos de Criação pela Universidade do Algarve. Como professor realiza cursos e oficinas de produção de vídeos. Também é atuante da Cultura Hip Hop desde 2003 como rapper e produtor musical, além de desenvolver projetos sociais e ações colaborativas em parcerias com associações culturais através do audiovisual. 

 

 

 

Marisa Marques

Licenciada em Antropologia – FCSH – Universidade Nova de Lisboa, 1999, e Master of Arts (Urban Design/Universitat de Barcelona, 2002, onde também iniciou o Doutoramento Em 1998, fez formação em cinema etnográfico com Jean Rouch, Musée de L´Homme,1998. Trabalha desde 2008 na Beira Serra, como técnica de intervenção social, coordena atualmente o URDIDURA, um projeto de arte participativa apoiado pela iniciativa PARTIS & Art for Change. Coordenou três projetos no âmbito da ENICC – Estratégia Nacional, que procurou dar visibilidade aos constrangimentos, obstáculos e estigmas com que se confrontam diariamente as pessoas ciganas. Em 2019, começou a trabalhar com um grupo de mulheres responsáveis por famílias monoparentais que integraram projetos artísticos e sociais, e que continuam com o coletivo VELEDA, um grupo de entreajuda e ativismo. Tem artigos publicados no âmbito do projeto VELEDA e na área da antropologia urbana. 

 

 

Sílvia das Fadas

Sílvia das Fadas (nascida Sílvia Salgueiro) é artista-cineasta e investigadora convivial. Frequentou o curso de Cinema/Imagem em Movimento do Ar.Co, detém um MFA em Filme e Vídeo pela CalArts (EUA), foi artista residente na Akademie Schloss Solitude e investigadora no Center for Place Culture and Politics (NY). Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, da FLAD e da FCT, sendo doutoranda no programa PhD-in-Practice, na Akademie der bildenden Künste Wien.

Desde 2021 que urde oferendas cinematográficas e ecológicas com o CINEMA FULGOR, um cinema com raízes móveis pelo Alentejo. Interessa-se pelas políticas intrínsecas às práticas cinemáticas e pelo cinema enquanto experiência colectiva e expandida.

 

 

Vanessa Ribeiro Rodrigues 

Vanessa Ribeiro Rodrigues é realizadora, professora universitária e investigadora integrada no CICANT (Universidade Lusófona/FilmEU). Doutorada em Estudos em Comunicação para o Desenvolvimento (Universidade Lusófona, 2021), formou-se em realização para documentário na Academia Internacional de Cinema de São Paulo e na EICTV (Cuba). A sua obra cinematográfica centra-se no documentário de intervenção social, com enfoque no ecofeminismo e na memória. Realizou e produziu Baptismo de Terra (Brasil, 90′, 2017), premiado em Avanca e no Hollywood Film Festival, e O Feitiço de Areia (Portugal/Moçambique, 82′, 2025), sobre a memória colonial em Moçambique. Co-realizou ainda Feminismos: a Liberdade de Ser (Portugal, 77′, 2025), no âmbito do projeto FCT FEMGlocal. De momento, tem em pós-produção: Vento Índico Tecido de Tempo (curta, Ilha de Moçambique, 2026) e o documentário As Guardiãs de Sementes Bijagós, que originou uma exposição na Galeria MIRA Forum, Porto (2024). Premiada em literatura, fotografia e jornalismo. É autora de vários livros e capítulos a nível nacional e internacional, como, por exemplo, “Privilegiar a Tecnologia Ancestral da Escuta”, Cadernos de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. 



ORGANIZAÇÃO

 

Comissão Organizadora
Carolina Ramos, Cybelle Mendes, Leonardo Araújo, Luana Lobato, Marta Leite, Matilde Dias, Otavio de Sousa, Renata Ferraz, Thais Longaray.
Design
Thais Longaray
Secretariado
Mércia Pires, Adelaide Reis, Filomena Santos.

 

APOIOS
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Universidade da Beira Interior
Faculdade de Artes e Letras
iA* – Unidade de Investigação em Artes
Doutoramento em Media Artes
Pós-graduação: Estudos Visuais – Fotografia e (Pós) Cinema
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

 

COLABORAÇÃO
LabCom – Laboratório de Comunicação (UBI) e CIEBA (ULisboa).

 

REALIZAÇÃO
AfectaLab – Laboratório de Investigação e Criação Partilhada
iA*Lab CineMAtiC – Cinema, Media Artes e Criação Partilhada / iA* – Unidade de Investigação em Artes, Universidade da Beira Interior.

 

CONTACTOS
E-mail: afectalab@gmail.com