Local: Universidade da Beira Interior, Faculdade de Artes e Letras, Anfiteatro da Parada.
Não é necessária inscrição prévia, exceto para o workshop “FOTORESISTÊNCIA: O que é um coletivo de fotografia?”
https://forms.gle/
O AfectaLab, fundado em junho de 2023, conta com um coletivo diverso com cerca de 15 pessoas, cujas áreas de atuação incluem cinema, media artes, design, filosofia, educação, e ciências sociais de diferentes universidades de Portugal e do exterior. É um espaço para acompanhamentos de projetos a partir da prática de criação partilhada, que visa uma troca de saberes entre pessoas do cinema e de outras áreas do conhecimento de modo interdisciplinar e não hierárquico. O material comum são trabalhos em Cinema e Multimédia.
Para mais informações: afectalab@gmail.com Informações sobre os eventos anteriores em:
https://iartes.ubi.pt/atividade/afecta-i-encontro-internacional-de-criacao-partilhada https://iartes.ubi.pt/atividade/afecta-ii-encontro
CONVIDADOS

Ana Sofia Pereira
Ana Sofia Pereira é argumentista, realizadora e professora universitária nas áreas do cinema, audiovisual e escrita para media. Doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, com uma estadia de investigação na University of Reading, desenvolve trabalho académico e criativo centrado nos feminismos, estudos de género, cinema, comunicação e representação. É docente do ensino superior, subdiretora da Licenciatura em Comunicação Aplicada na Universidade Lusófona e investigadora integrada no CICANT – Centro de Investigação em Ciências da Comunicação, Cultura e Tecnologias Digitais. Foi bolseira de pós-doutoramento no projeto FEMglocal, no âmbito do qual co-realizou o documentário Feminismos: A liberdade de ser (Portugal, 77’, 2025). Tem desenvolvido projetos audiovisuais premiados nacional e internacionalmente, enquanto argumentista e realizadora de longas-metragens, curtas e séries televisivas. Em paralelo, participa regularmente em encontros científicos nacionais e internacionais e é autora de várias publicações académicas editadas em Portugal e no estrangeiro.

Catarina Laranjeiro (Guimarães, 1983) é investigadora no Instituto de História Contemporânea da NOVA FCSH, onde coordena o projeto FILMASPORA – Filmes Populares na Diáspora: para uma nova cine-geografia da área metropolitana de Lisboa e desenvolve o projeto African Modes of Self-Filming, sobre cinema vernacular na Guiné-Bissau, em Cabo Verde e nas suas diásporas. Como realizadora, realizou o filme Pabia di Aos (2013) e co-realizou os filmes Enxertia (2020) e Fogo no Lodo (2023). A sua investigação e prática artística cruzam antropologia, cinema e artes visuais, com enfoque em cinema popular, memória política e descolonização do olhar.

Daniel Barroca (1976) trabalha nos intervalos entre as artes plástica, o cinema e a antropologia. Frequentou a ESAD.CR, Caldas da Rainha, o Ar.Co, Lisboa, a Künstlerhaus Bethanien, Berlim, a Rijksakademie van Beeldende Kunsten, Amesterdão, o Ashkal Alwan, Beirute, o Drawing Center, Nova Iorque. O seu trabalho foi apresentado em museus, galerias e cinemas, em várias partes do mundo. Está a terminar uma tese de doutoramento em Antropologia, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, sobre guerra e imagem com foco na guerra de descolonização na Guiné entre 1963 e 1974.

Inês Costa (Viseu, 1998)
Designer de formação, pesquisadora-curiosa e artista multidisciplinar, sediada no Porto. É formada em Design de Comunicação (2020) e mestre em Design da Imagem (2023), pela FBAUP. A sua pesquisa centra-se no papel das imagens na construção de narrativas, da memória social e cultural e, por consequente, de realidades. Trabalha a partir do cruzamento do design, do cinema e do som, da colagem e do sarcasmo, numa tentativa de provocar discussão e friccionar.
Desde 2021, tem mostrado o meu trabalho em festivais de cinema nacionais como Entre-Olhares, Curtas Vila do Conde, Cinanima, Vista Curta, Porto/Post/Doc e IndieLisboa, tendo sido destacada com várias premiações. Tem participado em exposições coletivas e individuais, workshops, rodas de conversa e palestras, tanto em contextos culturais como académicos. Atualmente, é diretora criativa na APCA Madeira e artista freelance. O seu trabalho mais recente integra a exposição coletiva Terror sem Nome (Rampa, 2026). Faz parte dos selecionados para integrar o curso “Desaprender – Práticas de Mediação Cultural”, promovido pela PELE (Porto, 2026).

Leonardo Araújo
Leonardo Araujo (Leo Papel) é realizador, montador e produtor. Radialista formado em Rádio e Televisão pela Belas Artes de São Paulo, atualmente é mestrando em Processos de Criação pela Universidade do Algarve. Como professor realiza cursos e oficinas de produção de vídeos. Também é atuante da Cultura Hip Hop desde 2003 como rapper e produtor musical, além de desenvolver projetos sociais e ações colaborativas em parcerias com associações culturais através do audiovisual.

Marisa Marques
Licenciada em Antropologia – FCSH – Universidade Nova de Lisboa, 1999, e Master of Arts (Urban Design/Universitat de Barcelona, 2002, onde também iniciou o Doutoramento Em 1998, fez formação em cinema etnográfico com Jean Rouch, Musée de L´Homme,1998. Trabalha desde 2008 na Beira Serra, como técnica de intervenção social, coordena atualmente o URDIDURA, um projeto de arte participativa apoiado pela iniciativa PARTIS & Art for Change. Coordenou três projetos no âmbito da ENICC – Estratégia Nacional, que procurou dar visibilidade aos constrangimentos, obstáculos e estigmas com que se confrontam diariamente as pessoas ciganas. Em 2019, começou a trabalhar com um grupo de mulheres responsáveis por famílias monoparentais que integraram projetos artísticos e sociais, e que continuam com o coletivo VELEDA, um grupo de entreajuda e ativismo. Tem artigos publicados no âmbito do projeto VELEDA e na área da antropologia urbana.

Sílvia das Fadas
Sílvia das Fadas (nascida Sílvia Salgueiro) é artista-cineasta e investigadora convivial. Frequentou o curso de Cinema/Imagem em Movimento do Ar.Co, detém um MFA em Filme e Vídeo pela CalArts (EUA), foi artista residente na Akademie Schloss Solitude e investigadora no Center for Place Culture and Politics (NY). Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, da FLAD e da FCT, sendo doutoranda no programa PhD-in-Practice, na Akademie der bildenden Künste Wien.
Desde 2021 que urde oferendas cinematográficas e ecológicas com o CINEMA FULGOR, um cinema com raízes móveis pelo Alentejo. Interessa-se pelas políticas intrínsecas às práticas cinemáticas e pelo cinema enquanto experiência colectiva e expandida.

Vanessa Ribeiro Rodrigues
Vanessa Ribeiro Rodrigues é realizadora, professora universitária e investigadora integrada no CICANT (Universidade Lusófona/FilmEU). Doutorada em Estudos em Comunicação para o Desenvolvimento (Universidade Lusófona, 2021), formou-se em realização para documentário na Academia Internacional de Cinema de São Paulo e na EICTV (Cuba). A sua obra cinematográfica centra-se no documentário de intervenção social, com enfoque no ecofeminismo e na memória. Realizou e produziu Baptismo de Terra (Brasil, 90′, 2017), premiado em Avanca e no Hollywood Film Festival, e O Feitiço de Areia (Portugal/Moçambique, 82′, 2025), sobre a memória colonial em Moçambique. Co-realizou ainda Feminismos: a Liberdade de Ser (Portugal, 77′, 2025), no âmbito do projeto FCT FEMGlocal. De momento, tem em pós-produção: Vento Índico Tecido de Tempo (curta, Ilha de Moçambique, 2026) e o documentário As Guardiãs de Sementes Bijagós, que originou uma exposição na Galeria MIRA Forum, Porto (2024). Premiada em literatura, fotografia e jornalismo. É autora de vários livros e capítulos a nível nacional e internacional, como, por exemplo, “Privilegiar a Tecnologia Ancestral da Escuta”, Cadernos de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
iA*Lab CineMAtiC – Cinema, Media Artes e Criação Partilhada / iA* – Unidade de Investigação em Artes, Universidade da Beira Interior.
